De onde vem essa categorização.
A dissertação de mestrado (PUC-SP, 2000) investigou as razões acadêmicas e conceituais pelas quais o Behaviorismo Radical enfrenta forte rejeição, entrevistando psicólogos e acadêmicos classificados como ex-analistas do comportamento. A análise dos relatos verbais categorizou os fatores de oposição em três eixos: os produtores de equívocos conceituais, as discordâncias teóricas legítimas e os fatores ligados à postura dos próprios analistas no meio acadêmico.
A pesquisa evidenciou que grande parte das críticas decorre de interpretações enviesadas ou da leitura de manuais de terceiros, e não da obra original de Skinner.
A tese de doutorado (PUC-SP, 2005) complementou esse quadro com um levantamento exaustivo de 10.174 títulos e resumos defendidos ao longo de 32 anos da pós-graduação nacional, mapeando as contribuições skinnerianas à prática pedagógica: filosofia da educação, conceitos de aprendizagem, metodologias de pesquisa aplicada e propostas de intervenção que otimizam o ensino e a preparação de professores.